A Eletrobras é a holding das companhias federais no setor elétrico. Historicamente algumas de suas subsidiárias tinham mais força que a própria companhia mãe. Só de uns anos para cá é que a Eletrobras assumiu mesmo esse papel de holding, não apenas pelo aspecto financeiro, mas fixando diretrizes de investimento, coordenação e as chamadas sinergias entre suas subsidiárias. Especificamente no caso dos recursos humanos, as subsidiárias adotam hoje regras convergentes. Como resultado disso, é intenção da Eletrobras por os fundos de previdência privada dos funcionários das subsidiárias sob o mesmo guarda-chuva, um pouco parecido com o que aconteceu na Petros, que se tornou um fundo multipatrocinado, não mais restrito a empregados da "Petrobras mãe".

A ideia é dar mais poder de fogo a esses fundos, juntando forças. Mas, para tal, questões terão de ser observadas para que os participantes saiam de fato ganhando. A maior parte dos participantes ainda está sob o regime de “benefício definido”. Por esse sistema, o participante contribui X e fica acordado que receberá Y após a aposentadoria. Em face da crescente dificuldade para se garantir o valor desse benefício, os fundos migraram para o regime de contribuição definida, pelo qual os futuros recebimentos dependerão da rentabilidade apurada nas aplicações ao longo do tempo. A vantagem é que, se bem administrado, o participante poderá receber bem mais do que hipoteticamente teria como benefício definido, que é sempre calculado por baixo, devido aos riscos que um compromisso desse tipo envolve.
 
Fundos de pensão de várias estatais foram usados politicamente, para investir em projetos de interesse do governo. Ou seus administradores fizeram más escolhas, motivados por interesses escusos. Alguns fundos sofreram uma limpeza e um deles é o Real Grandeza, de Furnas, que vem saindo bem na foto. Desde 2010 adotou uma política de investir em títulos públicos de longo prazo, o que levou o fundo a liderar o ranking de rentabilidade (acima de 28%) entre os 15 maiores fundos de previdência privada. O segundo lugar ficou com o Itaú Unibanco (mais de 20%).
 
Fonte: "Jornal O Globo de 20/02/2017"
              George Vidor

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