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Histórias do Fim do Império.

 

No final da rua 1º de março quase chegando ao morro de S. Bento está localizado o prédio do antigo Ministério da Marinha. A praça que abriga este Ministério chama-se Barão de Ladario. Quem teria sido este Barão, teria algo a ver com o único imóvel que tem como endereço a praça Barão de Ladario? Vamos aos fatos históricos.

Em 1889 nas proximidades de 15 de novembro o Tenente-Coronel Benjamin Constant incentivou e participou do movimento militar que depôs o Regime Imperial, implantando-se então a República.

Em 10/11/1889 ao visitar o Mal. Deodoro que estava enfermo, ouviu deste as palavras "Benjamin, já que não há outro remédio, leve a breca a monarquia. Nada mais há a esperar dela, venha a república".

O último gabinete imperial de então era chefiado pelo Visconde de Ouro Preto que, consciente de que a situação política do regime estava por um fio, resolveu reunir seu ministério para uma tomada de decisões. Foi quando irrompeu pela sala o grupo militar cujo líder era o Ten. Cel. Benjamin Constant e deu voz de prisão a todos os componentes do Gabinete.

Daí, o então Ministro da Marinha, Barão de Ladario, levantou-se e disse aos brados: "Só recebo ordens do Imperador Pedro II".

Ouviram-se em seguida dois ou três tiros, disparados por atirador não identificado, que atingiram o Barão de Ladario. Socorrido a tempo, conseguiu sobreviver. O Barão de Ladario foi, portanto, a única vítima, no fato histórico que culminou com a Proclamação da República.

Informado dos fatos, o Imperador Pedro II veio de Petrópolis e tentou controlar a situação, oferecendo aos então revoltosos o nome do político Silveira Martins para chefiar um novo Gabinete.

Era tarde demais; o ato que implantou o novo regime foi redigido, publicado no D. Oficial e assinado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Foi constituído um governo provisório, chefiado pelo Mal. Deodoro da Fonseca, tendo como seu 1º Ministro da Guerra o Ten. Cel. Benjamin Constant.

Este militar foi o autor da inscrição na recém-criada bandeira brasileira da inscrição "Ordem e Progresso", de inspiração positivista e, segundo alguns, também maçônica, de quem Benjamin Constant era adepto.

A 1ª Constituição republicana, concluída em 1891, nas suas disposições transitórias, refere-se a Benjamin Constant como o fundador da República Brasileira. Por ato do Congresso, Benjamin, falecido em 1891, foi promovido "post mortem" a General de Brigada.

Esta notável figura de brasileiro tinha um especial carinho pelas crianças cegas e como reconhecimento, o instituto dos cegos, localizado na Urca, recebeu o seu nome.Um dos primeiros atos do governo provisório foi banir do território brasileiro a família imperial, que teve 24 horas para deixar o país. O decreto do banimento teve a assinatura do Mal. Deodoro, Quintino Bocaiúva, Ruy Barbosa e Benjamin Constant.

Somente no governo de Epitácio Pessoa (1919-1922), este decreto foi revogado e os restos mortais da família imperial puderam ser trasladados para o Brasil.


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